Mais de 50 dias de Greve dos Agentes Comunitários de Saúde de São Gonçalo, RJ.
Mais de 50 dias de Greve dos Agentes Comunitários de Saúde de São Gonçalo, RJ.
WhatsApp: Canal JASB | Os Agentes Comunitários de Saúde de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, estão em greve há mais de 50 dias, devido à falta de compromisso da gestão municipal com seus direitos.
Impacto na população
A paralisação reflete a negligência da administração municipal, que afeta não apenas os trabalhadores, mas também a população dependente dos serviços prestados.
São 250 Agentes Comunitários de Saúde que desempenham um papel essencial na prevenção de doenças e no acompanhamento das famílias, e a falta de condições adequadas de trabalho prejudica diretamente a qualidade da assistência oferecida à comunidade.
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Negociações fracassadas
Diante da intransigência da gestão municipal, a categoria tentou inúmeras vezes negociar soluções para os problemas enfrentados, sem sucesso. O Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (SINACS-RJ) denuncia que a prefeitura tem ignorado as reivindicações, empurrando os trabalhadores para uma greve prolongada. A falta de resposta adequada por parte da administração levou a um aumento na revolta dos agentes.
Motivos da greve
A categoria enfrenta atrasos nos repasses ao INSS desde 2022, quatro meses sem depósito do Fundo de Garantia e a ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Além disso, há relatos de pressão para que os trabalhadores desistam da paralisação, agravando ainda mais a situação dos profissionais.
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Irregularidades da gestão municipal
A administração do prefeito Capitão Nelson não tem realizado os repasses das contribuições previdenciárias ao INSS, comprometendo a aposentadoria e o acesso a benefícios como o auxílio-doença.
A falha da prefeitura na entrega de EPIs, fundamentais para garantir a segurança dos profissionais no atendimento à população é algo que não pode ser ignorado, diante do contexto vivenciados pela categoria, que trabalha sob um sol escaldante. Essa situação gerou uma grande insatisfação entre os trabalhadores, que decidiram intensificar suas reivindicações.
Promessas não cumpridas
O presidente do SINACS-RJ, Francisco Vilela, reafirmou que a gestão municipal possui um histórico de promessas não cumpridas. Em setembro de 2024, durante uma rodada de negociação, a prefeitura garantiu que atenderia parte das reivindicações, mas até o momento nenhuma medida concreta foi tomada.
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O sindicato levou o caso ao Ministério Público, onde a gestão municipal assinou três documentos assumindo compromissos, mas depois negou a existência dos acordos.
Continuidade da mobilização
Diante da falta de solução, os Agentes Comunitários de Saúde reforçam que a greve continuará até que seus direitos sejam respeitados. A mobilização se tornou um instrumento necessário para pressionar a administração municipal a cumprir suas obrigações. A categoria segue firme em sua luta por condições de trabalho dignas e pelo reconhecimento da importância de sua atuação na saúde pública.
A direção sindical dá defende que essa luta não é apenas pelos agentes, mas também por toda a população, que merece um serviço de saúde digno e de qualidade.
Fonte: JASB com informações do SINACS-RJ.
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: falejasb @ gmail.com
Publicação: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
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